sábado, 22 de janeiro de 2011

"O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto." Fernando Pessoa

Senti saudades.
Na verdade uma saudade meio, como posso dizer, saudade desculpada. Sim, saudade desculpada. 

Apesar de se ter no meu passado, algo do que tenho que me desculpar, sinto saudades disso. Sim, era um segredo. Havia dado minha palavra que era um segredo. Compartilhei o segredo com uma, depois duas, e no meio dessas duas, uma "meia" pessoa. Juro que não lembrava dessa "meia" pessoa. Mas ela existiu. Culpo o álcool. Não, não culpo o álcool, culpo a vontade de dividir uma coisa para que eu tivesse ajuda para suportar.

Ah, foi mais ou menos isso. Mas não sinto como traído a confiança do segredo, porque não foi por maldade, foi apenas por não aguentar a angústia de ter que ser o pilar desse segredo.
Pode acreditar, mas não me arrependo. Gostaria que isso service de lição para que tudo fosse claro, óbvio e objetivo. Acredite, foi por amor. 
Nunca ninguém acreditará, mas foi por amor. Foi para mostrar que mesmo sendo um segredo, as pessoas amariam esse segredo, da mesma forma que eu amei. E cada pessoa amaria o segredo de tal forma, que o guardaria para ela própria. Mas como isso? Prolixo!

O que será que houve com o segredo? O que será que houve com o que se envolveu esse segredo?
Sei que eu, cá estou, convivendo com ele. Mas e você? Você apenas convive com o fato de que existiu esse segredo. E mesmo por eu não ter optado fazer parte dele, eu faço. Achei que pudéssemos seguir com isso (o segredo) juntos. Mas, por conta disso, fizeram o pior que delatar o segredo: quebrar a promessa de segui-lo juntos.

"Aquele a quem você confia seu segredo torna-se senhor de sua liberdade." 
 

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